Primeiro post Imprensa

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14
ago

Quase 50 anos depois da estreia do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, em 1968, é difícil não imaginar algo que a tecnologia não seja capaz de fazer. Mas de dois anos para cá, com a popularização do processamento de grandes volumes de dados, boa parte do que se imaginou durante os anos 1960 é mais do que realidade: quem não se adaptar às novas formas de trabalho é forte candidato a ficar para trás num mercado cada vez mais ditado pelas evoluções tecnológicas.

Hoje, segundo o advogado Alexandre Zavaglia Coelho, diretor-executivo do Instituto de Direito Público de São Paulo (IDP-SP), a tecnologia permite pesquisar os dados produzidos por tribunais diariamente. A partir disso, também é possível programar softwares para tirar conclusões a partir do comportamento decisório de tribunais e chegar a dados impensáveis há cinco anos. Escritórios já são capazes de mapear a taxa de sucesso de uma tese em todos os casos sobre erro médico julgados em uma determinada região, por exemplo.

Mas isso não quer dizer que programas de computador vão substituir advogados e passar a fazer o trabalho deles. Segundo Zavaglia, os softwares, ou robôs, como é o termo da moda, apenas respondem perguntas e levantam informações. As questões continuarão sendo elaboradas por humanos, e, cada vez mais, por humanos especializados em fazer isso, prevê, em entrevista à ConJur.

O futuro, diz ele, será de profissionais que usam a tecnologia para dar apoio à prestação de serviços jurídicos. E não de tecnologia que dispensa a interação com humanos. “Somos nós que dizemos o que o robô pode fazer e até onde a tecnologia pode ir”, afirma. “O limite da tecnologia deve ser o limite das prerrogativas dos profissionais.”

Foi por isso que ele criou, no IDP-SP, o curso Ciência de Dados aplicada ao Direito. O objetivo, diz ele, é mostrar à comunidade jurídica como usar em seu favor esses grandes volumes de dados hoje produzidos por empresas e pelo poder público. E a julgar pela procura pelo curso, é um talento em falta no mercado: as 60 vagas para o primeiro módulo, o mais básico, se esgotaram em dez dias.

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